Cigarro aumenta o risco de infarto?

Cigarro aumenta o risco de infarto?

Cigarro aumenta o risco de infarto?

Há alguns anos o hábito de fumar era considerado como elegante e gerava status para a imagem de uma pessoa. Hoje, o cigarro é sinônimo de doenças, problemas e complicações como o câncer e o infarto.

Sim, de fato esse vício aumenta em até 50 % as chances de um indivíduo sofrer um infarto. Isso porque os males causados pelo cigarro elevam em 30% a pressão arterial e a frequência cardíaca.

Este artigo explicará porque isso acontece e mostrará a importância de abandonar o vício do cigarro. Continue lendo e descubra também se parar de fumar é suficiente para ter de volta a saúde do coração.

Que perigos o cigarro oferece para o fumante?

Certamente você já ouviu falar inúmeras vezes que o tabaco possui toxinas, não é mesmo? São 4.720 substâncias tóxicas que vão parar no organismo quando o indivíduo fuma. E ainda há mais 43 substâncias cancerígenas, que incluem arsênio, chumbo, níquel e radioativas.

Tudo isso é inalado pelo fumante, atinge seus pulmões, seu cérebro, se instala em sua corrente sanguínea, chega ao coração e é distribuído por todo o corpo pelas veias e artérias. Ou seja, não há uma só célula do fumante que não seja atingida pelas toxinas do cigarro.

De acordo com o INCA (Instituto Nacional do Câncer), o cigarro provoca cerca de 50 doenças diferentes, é responsável por 1 em cada 10 mortes no mundo, sendo que 63% daquelas relacionadas com doenças não transmissíveis acontece entre fumantes.

Das mortes por doenças pulmonares, 85% são causadas pelo tabagismo; dos diversos tipos de câncer, 30% são causados pelo cigarro; 25% dos acidentes vasculares cerebrais também ocorrem por causa do cigarro e 25% dos infartos poderiam ser evitados se o vício fosse abandonado.

Por que o cigarro provoca o infarto?

Como dito logo no começo do artigo, as toxinas do tabaco fazem com que os batimentos cardíacos acelerem cerca de 30%. E isso acontece porque o coração precisa fazer mais esforço para bombear o sangue para todo o organismo.

Esse esforço extra se faz necessário porque as toxinas do cigarro, quando na corrente sanguínea, aos poucos enrijecem as veias e artérias. Com isso o sangue tem maior dificuldade para fluir e o coração precisa realizar um trabalho a mais.

O cigarro também contrai os vasos do corpo, sendo que somente um deles já provoca esse efeito. E o organismo ainda consome menos oxigênio e absorve mais gordura quando o indivíduo fuma. Isso eleva o colesterol e estimula a formação de placas nas paredes das artérias.

Por isso, o cigarro também piora a aterosclerose, ao mesmo tempo em que eleva a pressão sanguínea e faz o coração trabalhar de forma intensa. Todas essas condições provocam uma súbita e intensa interrupção do fluxo sanguíneo, que causa a morte das células do miocárdio, o músculo do coração.

É então que ocorre o infarto, em decorrência das agressões que o coração, seus músculos, as veias e artérias sofrem por causa das toxinas do cigarro. Em função desses e outros problema é que um fumante pode ter sua expectativa de vida reduzida em 20 anos.

Parar de fumar devolve a saúde para o coração?

O pulmão de um ex-fumante nunca mais será como era antes de ele adquirir esse vício. Porém, o coração e as veias podem ser regenerados se o indivíduo deixar de fumar. Isso porque as toxinas são eliminadas e o corpo aos poucos reequilibra suas funções.

Quando a pessoa deixa de fumar ela para de inalar toxinas e deixa de envenenar o seu organismo. Se houver também a mudança nos hábitos alimentares, a adoção de uma rotina saudável e a prática de atividades físicas, o corpo estará protegido e as chances de infarto reduzem outra vez.

Porém, é preciso lembrar que o cigarro vicia como qualquer outra droga, sendo até mesmo mais difícil de abandonar esse vício do que o de outras substâncias químicas. Por isso, para evitar o infarto, as doenças que o cigarro pode causa e o sofrimento para deixar de fumar, o ideal é não começar.

Abandonar o vício do cigarro pode ser difícil e nem sempre exige apenas os cuidados com o corpo. Pode ser necessário o suporte psicológico para que a dependência emocional também seja trabalhada. Mas o esforço é válido para preservar a vida.

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