A diabetes e os riscos para o coração

A diabetes e os riscos para o coração

A diabetes é uma doença silenciosa que pode acometer pessoas de todas as idades. Ela começa de forma discreta e, com o passar do tempo, provoca diversas alterações orgânicas, favorecendo o surgimento de outros problemas, que podem até mesmo colocar a vida da pessoa em risco.

Entre as várias condições facilitadas pela diabetes estão os problemas cardíacos. Você sabia que uma pessoa diabética tem maiores chances de sofrer um infarto? E isso ocorre principalmente para aquelas que são portadoras da doença do tipo 2.

Preparamos este artigo para apresentar quais são os riscos que a diabetes oferece para o coração. Continue lendo e entenda toda a extensão dos males que o excesso de glicose no sangue pode trazer para esse órgão.

 

Sobre a diabetes

A diabetes é uma doença crônica que está relacionada com a quantidade de glicose no organismo e a produção ou aproveitamento da insulina. Dependendo do seu tipo, o pâncreas não produz insulina suficiente para metabolizar a glicose ou a quantidade que é liberada não produz o efeito adequado, nesse caso, ocorre a resistência à insulina.

A pessoa que tem diabetes apresenta um risco aumentado para o desenvolvimento de diversas complicações orgânicas. Elas afetam vários órgãos como os olhos, toda a cavidade bucal, os pés e também o coração, aumentando o risco de derrames (acidente vascular cerebral) e infarto, também chamado de ataque cardíaco.

Isso acontece porque o excesso de glicose provoca diversas alterações na químicas do organismo, que tenta de todas as formas excretá-la, mas ao mesmo tempo não sabe como lidar com essa alteração que afeta a saúde das células e tecidos.

 

A diabetes e o coração

No que se refere ao coração, a diabetes aumenta o risco de infarto porque ela atua na parede interna das artérias. As alterações que afetam esse revestimento fazem com que ele perca suas propriedades de proteção.

Assim, células anormais conseguem penetrar no vaso sanguíneo. Essa é uma disfunção endotelial, que se trata da condição que antecede a formação da aterosclerose, ou seja, o acúmulo de placas de gordura nas paredes internas das artérias.

Tudo isso acontece por que quando ocorre o metabolismo da diabetes esse processo resulta em partículas de gordura. Elas sofrem uma modificação química e se tornam tóxicas para esse revestimento interno e, como são absorvidas pela artéria, matam as células saudáveis e criam essa reserva de gordura, nesse, caso a placa aterosclerótica.

O perigo continua, porque pacientes diabéticos apresentam plaquetas com uma aderência maior. Então, se inicia também o processo de formação de coágulos no sangue, e são eles que aumentam a probabilidade de acontecer uma obstrução das artérias.

Agora que esse revestimento delas está em uma condição anormal, e ainda existe uma inflamação aumentada, há um maior risco de a artéria se romper. Sob essa condição, o sangue fica exposto às placas de gordura, o que também estimula a formação de coágulos que obstruem as artérias coronárias desencadeando o infarto.

 

Como prevenir essas complicações da diabetes

Como os problemas de coração estão associados principalmente com a diabetes do tipo 2, para evitar que aconteçam o ideal é controlar o peso corporal e combater o sedentarismo. Afinal, o sobrepeso e a obesidade são indícios de uma quantidade maior de gordura no organismo, favorecendo a formação das placas nas artérias.

A prática de atividades físicas é fundamental para que o excesso de açúcar seja combatido, juntamente com o acúmulo de calorias. Mas os exercícios também regulam e ativam o metabolismo, aumentando a eficiência da insulina.

E não se esqueça de que é fundamental fazer o acompanhamento médico para observar a evolução do quadro, bem como ter o suporte de um nutricionista para compor a dieta ideal em cada caso.

Veja também: 7 maneiras de evitar o infarto e manter a saúde do coração.

Lembre-se sempre de que a diabetes é um mal silencioso. Por isso, o ideal é manter bons hábitos o mais cedo possível para evitar a instalação da doença. Mas se você já a tiver, esteja atento à sua rotina para que seu coração não sofra as consequências do excesso de glicose e você tenha mais qualidade de vida.

 

dr-augusto-scalabrini-assinatura crmdr-augusto-scalabrini-line assinatura

Dr. Augusto Scalabrini – CRM 31.732

Médico cardiologista formado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, e coordenador do Laboratório de Habilidades e Simulação da Faculdade Ciências Médicas de Minas Gerais.

dr-augusto-scalabrini-line assinatura

0 comentários

Enviar um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Entre em contato conosco

Entre em contato conosco

WhatsApp Agende sua Consulta