Infarto

Infarto

O que é Infarto?

Todo o coração precisa ser irrigado por sangue para manter a saúde dos tecidos. Um infarto acontece quando o fluxo sanguíneo em uma determinada área do coração é insuficiente, sem oxigenação e nutrientes, o músculo cardíaco entra em processo de necrose e pode levar a pessoa a óbito.

Essa condição é causada pelo entupimento de uma veia coronária, o que impede o sangue de fluir adequadamente. Essa obstrução comumente acontece em razão da formação de um coágulo, decorrente de placas de gordura que se formam no interior das veias.

O infarto pode ser denominado de diversas maneiras, como:

  • Infarto do miocárdio;
  • Infarto agudo do miocárdio;
  • Oclusão coronária;
  • Trombose coronária;
  • Síndrome coronariana aguda.

Apesar da diferença de nomes, a condição é a mesma. Mas algo que não podemos esquecer é de que um infarto não é uma parada cardíaca. Isso porque sua característica é o baixo fluxo sanguíneo no músculo do coração, o que nem sempre interrompe os batimentos.

A parada cardíaca é de fato o quadro em que o coração para de bater, e não bombeia o sangue para o organismo. Esse problema pode acontecer em decorrência de vários fatores, sendo que o infarto é um deles.

É importante ressaltar, também, que existem dois tipos de infartos, sendo o STEMI e o NSTEMI. No primeiro caso existe a obstrução total da veia coronária, já no segundo, essa obstrução é apenas parcial. Além desses tipos, o infarto também é classificado de 5 formas principais, sendo:

Tipo 1: é um infarto espontâneo que ocorre porque há uma erosão, fissura, ruptura ou dissecação da veia coronária.

Tipo 2: ocorre quando a procura por oxigênio aumenta em função do baixo fluxo sanguíneo. É geralmente decorrente de: anemia, embolia coronária, arritmias, espasmo da artéria coronária, hiper ou hipotensão.

Tipo 3: no infarto do tipo 3 temos a morte do músculo do coração de forma inesperada, e essa condição inclui a parada acardíaca, que pode levar a óbito.

Tipo 4: relaciona-se com a angioplastia coronária ou stent, sendo que se classifica em 4a, quando está associado à intervenção coronária percutânea, e em 4b, quando está associado a casos de trombose de stent.

Tipo 5: é uma condição em que o infarto está associado com as intervenções cirúrgicas de revascularização do miocárdio.

Causas Infarto

O infarto ocorre porque uma ou mais veias ficam parcialmente ou totalmente obstruídas, e o que pode causar essa condição é o acúmulo de substâncias em seu interior. O excesso de gordura no organismo colesterol, é uma causa da obstrução, porque as artérias ficam estreitas e ainda podem se formar coágulos em função das placas de gordura. São esses coágulos que acabam interrompendo o fluxo sanguíneo e impedindo que o sangue chegue em quantidades suficientes para o coração.

Infarto - Clínica Augusto ScalabriniMas o infarto também pode ser decorrente de espasmos da artéria coronária. Ela acaba se desligando totalmente, e com isso, o sangue não consegue fluir para o músculo cardíaco. O que pode causar os espasmos são: o tabagismo e a dependência de substâncias químicas.

Outra condição que favorece o infarto, é quando acontece um rasgo em uma artéria do coração, o que também limita o fluxo de sangue para ele e causa a necrose do tecido.

Sintomas do infarto

Ainda é comum o conceito de que uma pessoa que sofre um infarto sempre sentirá fortes dores e seu coração vai parar, porém, nem sempre o infarto provoca sintomas.  De toda forma, quando eles se manifestam podem ser aqueles clássicos ou atípicos.

Geralmente, por serem mais comuns em pessoas do sexo feminino, são relatados por mulheres. E ainda temos a condição característica desses sintomas, que podem durar por apenas alguns minutos como por horas, e também acontece de amenizarem e depois voltarem a se manifestar.

Os sintomas clássicos do infarto são:

  • Dor no peito (pode irradiar para o pescoço, costas, braço esquerdo e estômago);
  • Desmaio;
  • Suor frio.

Os sintomas atípicos do infarto são:

  • Falta de ar;
  • Enjoo;
  • Vômito;
  • Fadiga excessiva;
  • Desconforto no peito;
  • Arritmia.

Para saber mais sobre arritmia, assista ao vídeo abaixo.

Os sintomas atípicos do infarto se assemelham àqueles causados por outros problemas de saúde, por isso, recomenda-se que um médico seja consultado nessas situações e sempre que houver alguma suspeita.

Incidência de Infarto

A estimativa do Ministério da Saúde é de que, todos os anos, cerca de 300 mil infartos aconteçam no Brasil. Desses, acredita-se que 80 mil acabam levando o indivíduo a óbito, por falta de tratamento adequado, ou porque se manifestam outras doenças pelo descontrole dos fatores de risco.

De toda forma, a evolução dos tratamentos, a conscientização das pessoas e outros avanços, possibilitaram reduzir o número de óbitos em decorrência de infartos, e hoje ele é 10 vezes menor do que há 50 anos.

Diagnóstico de Infarto

O diagnóstico do infarto geralmente acontece na emergência do hospital, onde os médicos avaliam os sintomas do paciente, seu histórico familiar e o resultado de exames. Costumam ser solicitados: eletrocardiograma, angiografia coronária, exame de medicina nuclear do coração, exames de sangue e cateterismo cardíaco.

Esses exames ajudam a analisar a frequência do batimento cardíaco, sua regularidade, a extensão das lesões no músculo cardíaco, o fluxo sanguíneo, onde estão os bloqueios da veias, entre outros aspectos.

Tratamento de Infarto

Para maior sucesso do tratamento de infarto, é fundamental que nos primeiros sintomas um médico seja consultado. É essencial que intervenções sejam feitas para evitar a progressão dos danos e as complicações do pós-infarto.

Depois de diagnosticado o infarto, o paciente precisará ficar sob observação, e realizará exames para avaliar o músculo cardíaco e suas estruturas. Com base no resultado dos exames, o médico dará início ao tratamento para desobstruir a veia, seja por medicação, angioplastia ou revascularização coronária. O método empregado dependerá de cada caso e da avaliação do médico junto ao paciente.

Prevenção de Infarto

A prevenção do infarto se dá pelo controle dos fatores de risco para o problema. De um modo geral, isso consiste em manter maior qualidade de vida, com hábitos saudáveis e controle da saúde. Os fatores de risco para infarto são classificados como principais, modificáveis e contribuintes.

Os principais são aqueles que não podem ser modificados e aumentam muito as chances de um infarto acontecer. Exemplo:

  • Idade;
  • Ser do sexo masculino;
  • Estar na menopausa;
  • Hereditariedade;
  • Histórico de pré-eclâmpsia;
  • Doenças autoimunes.

Os modificáveis estão relacionados com o estilo de vida, condições orgânicas e hábitos. Exemplos:

  • Tabagismo;
  • Colesterol alto;
  • Hipertensão;
  • Sedentarismo;
  • Obesidade.

E os contribuintes são aqueles que se relacionam com as doenças do coração. Exemplos;

  • Estresse;
  • Alcoolismo;
  • Dieta inadequada;
  • Uso de drogas ilícitas.

Para evitar o infarto é preciso modificar os hábitos e comportamentos que aumenta o risco da doença, controlar as condições orgânicas e problemas que podem desencadeá-lo e ainda manter acompanhamento médico para garantir a saúde do coração.

 

 

 

 

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Dr. Augusto Scalabrini – CRM 31.732

Médico cardiologista formado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, e coordenador do Laboratório de Habilidades e Simulação da Faculdade Ciências Médicas de Minas Gerais.

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