Cardiopatia Congênita

Cardiopatia Congênita

O que é Cardiopatia Congênita?

A cardiopatia congênita, como o nome sugere, não é uma doença cardíaca que se adquire com o tempo, mas sim, nasce com a pessoa. Ela é um defeito que ocorre nas estruturas do coração, e que se desenvolve quando o feto ainda está em gestação.

Essa doença compromete a função órgão, e pode manifestar-se tanto em formas mais leves como aquelas mais graves. As mais leves muitas vezes são descobertas somente na idade adulta, enquanto as mais graves (cianóticas) causam alterações no fluxo sanguíneo enviado para todo o organismo.

Os principais tipos de cardiopatia congênita são:

E

Cardiopatia congênita cianótica

Como dito, esse é o tipo mais grave da doença, porque interfere no fluxo sanguíneo e limita a oxigenação do sangue, então compromete os demais órgãos. Ela pode ser grave ao ponto de provocar sintomas severos, como falta de ar, palidez, pele azulada, desmaio, convulsão e levar a óbito. As principais cardiopatias congênitas cianóticas são:

Anomalia de Ebstein

São anomalias que ocorrem na anatomia da valva tricúspide, que é responsável pela comunicação entre as câmaras do lado direito do coração. Esses problemas dificultam que o sangue flua normalmente.

Atresia pulmonar

Nesse tipo de cardiopatia congênita existe o comprometimento das estruturas responsáveis por fazer a comunicação entre o coração e os pulmões. Por isso, o sangue não é oxigenado adequadamente.

Tetralogia de Fallot

Caracterizada por 4 alterações da estrutura cardíaca que impedem que o fluxo sanguíneo siga do coração para os pulmões. Essas alterações são o estreitamento da valva que faz essa ligação entre eles, dificuldade de comunicação entre os ventrículos cardíacos, hipertrofia do ventrículo direito e posicionamento inadequado da aorta.

E

Cardiopatia congênita acianótica

As alterações desse tipo de cardiopatia congênita, dependendo de sua gravidade, podem nem mesmo gerar sintomas para o indivíduo. Em outros casos, eles se manifestam apenas quando a pessoa realiza esforços físicos ou pode gerar insuficiência cardíaca. Por isso, muitas vezes a pessoa convive com o problema durante boa parte de sua vida, e apenas o descobre na fase adulta. Alguns de seus tipos são:

Comunicação interatrial (CIA)

Essa cardiopatia congênita caracteriza-se por alterações na comunicação entre os átrios cardíacos. Acontece o fechamento do septo interatrial, que é estrutura que faz a divisão do coração em seus lados esquerdo e direito.

Defeito no septo atrioventricular (DSVA)

Esse é mais um defeito congênito que interfere na comunicação das estruturas cardíacas, agora entre o ventrículo e o átrio. Nesse caso ocorre o aumento da quantidade de sangue que segue para o coração, e ela se torna maior conforme a gravidade da doença.

Comunicação interventricular (CIV)

Nessa cardiopatia o problema está nas paredes dos ventrículos. Ela interfere na comunicação entre as câmaras cardíacas e isso provoca alterações também na mistura de sangue oxigenado com aquele não oxigenado.

Persistência do canal arterial (PCA)

Esse canal existe no feto para que seja possível liga-lo à placenta a fim de receber oxigênio adequadamente. O ideal é que o canal se feche após o nascimento, mas ele pode persistir, gerando a cardiopatia, que dificulta a oxigenação do sangue para seu organismo.

Todas as cardiopatias congênitas, sejam as mais leves ou mais graves, exigem atenção, porque comprometem significativamente as funções cardíacas.

Causas da Cardiopatia Congênita

Cardiopatia Congênita - Clínica Augusto ScalabriniA formação do coração do feto inicia-se com um tubo que apenas lembra um coração, e com o seu crescimento ele começa a formar as estruturas adequadas do órgão. Então, é nesse momento que as cardiopatias congênitas ocorrem. Porém, ainda não se tem certeza do que as provoca, embora acredite-se que certas condições possam estimulá-las. São elas:

  • alterações cromossômicas ou genéticas: condições como a de Síndrome de Down podem aumentar cerca de 8x as chances de um bebê desenvolver cardiopatias;
  • hábitos da mãe durante a gestação: o uso de alguns medicamentos, bem como de substâncias agressivas como álcool e drogas, também poderia provocar essas alterações;
  • doenças durante a gestação: acredita-se que a ocorrência de infecções virais ou rubéola durante o primeiro trimestre de gravidez também seja um agravante;
  • histórico familiar: se um membro próximo da família (pai, irmão) tiver cardiopatia congênita os riscos de o bebê desenvolvê-la são maiores.

Sintomas da Cardiopatia congênita

Como dito, as cardiopatias mais leves podem não gerar sintomas para o indivíduo, mas quando elas se manifestam, podem aparecer logo no nascimento, durante a infância ou na fase adulta, dependendo de sua gravidade.

Também pode acontecer de os sintomas reaparecem depois que a pessoa realiza tratamentos para algum problema cardíaco. A intensidade e tipos de sintomas variam conforme a cardiopatia que a pessoa possui. Essas doenças podem causar:

  • cianose;
  • tosse;
  • falta de ar;
  • sudorese ao mamar;
  • cansaço ao mamar;
  • cansaço excessivo ao realizar esforços;
  • tonturas;
  • desmaios;
  • inchaço tecidual;
  • inchaço nos órgãos;
  • pneumonias de repetição.

Como essas doenças nascem com a criança, é preciso que os pais estejam atentos ao seu filho, para observar alterações em seu comportamento que possam caracterizar algo errado com sua saúde. As visitas ao pediatra também são fundamentais para diagnosticar precocemente os problemas.

Incidência da Cardiopatia Congênita

Cerca de 130 milhões de crianças no mundo nascem com algum dos tipos de cardiopatia congênita. A incidência no Brasil gira em torno de 29.000 mil crianças por ano. Cerca de 8% vão a óbito antes de um ano de idade, e talvez isso se explique porque ainda existe escassez de atendimento.

Sua incidência também é maior na presença de fatores de risco como:

  • hereditariedade e doenças cromossômicas como Síndrome de DiGeorge, Síndrome de Down, Síndrome de Noonan, Síndrome de Turner, Trissomia 13 e Síndrome de Marfan;
  • ocorrência de rubéola na mãe durante a gravidez;
  • mãe portadora de diabetes 1 ou 2 durante a gravidez;
  • uso de medicamentos pela mãe;
  • gestante que consome álcool ou drogas.

Embora não se tenha certeza de que esses fatores sejam as causas das cardiopatias, é fato que sua incidência é maior na presença deles. Por essa razão, elas provavelmente poderiam ser reduzidas com sua extinção ou devido controle.

Diagnóstico da Cardiopatia congênita

O diagnóstico das cardiopatias congênitas pode ser realizado com exames do pré-natal, como ecocardiograma fetal e ultrassonografia. Isso seria o ideal para assegurar ao bebê o tratamento imediato para evitar complicações.

Após o nascimento, o diagnóstico pode ser realizado com exames durante a infância como:

E no caso do diagnóstico em adultos os exames realizados são:

Tratamento da Cardiopatia Congênita

O tipo de tratamento adotado varia em cada caso segundo a gravidade da cardiopatia. Quando ela é leve, pode até mesmo se curar sozinha com o tempo. No entanto, são adotadas terapias medicamentosas e cirurgias como de peito aberto, por cateter e transplante de coração.

Prevenção da Cardiopatia Congênita

Pela inexatidão das causas das cardiopatias congênitas também é complicado definir formas de prevenir o problema. De toda maneira, recomenda-se evitar os fatores considerados de risco, controlando as doenças crônicas, tomando a vacina contra rubéola e evitando substâncias perigosas durante a gravidez.

Além disso, realizar o pré-natal é uma das melhores maneiras de conhecer o estado clínico do bebê para adotar tratamentos imediatos e assegurar sua saúde e sua vida.

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