Cardiomiopatia

Cardiomiopatia

O que é Cardiomiopatia

A cardiomiopatia é uma alteração crônica no músculo cardíaco, que provoca alteração na sua função. A maioria das pessoas afetadas pela cardiomiopatia pode viver uma vida normal. Somente em casos mais graves, como de insuficiência cardíaca, que pode ser necessário o transplante de coração.

Tipos de cardiomiopatia

Existem alguns diferentes tipos de cardiomiopatia, entre eles:

Cardiomiopatia dilatada

Este é o tipo mais comum da doença, que surge com frequência em pessoas com idades entre 20 e 60 anos, sendo a probabilidade maior em homens. Ocorre quando os ventrículos aumentam, e não conseguem bombear sangue em quantidade suficiente, fazendo com que o músculo cardíaco perca sua força.

Cardiomiopatia hipertrófica

Segundo estudos, calcula-se que uma em cada 500 pessoas pode apresentar o problema. A cardiomiopatia hipertrófica pode ser hereditária ou adquirida ao longo da vida. Envolve o espessamento e anormalidade das células do músculo cardíaco, na maioria das vezes do ventrículo esquerdo, que é a principal fonte de bombeamento do sangue. Conforme o músculo se torna espesso, ele endurece e o coração pode perder a capacidade de bombear o sangue.

Cardiomiopatia restritiva

Menos comum do que os outros dois tipos de cardiomiopatia, a restritiva é o resultado de um músculo cardíaco mais rígido e menos elástico, o que dificulta o relaxamento do coração e o enchimento de sangue. Acontece com frequência em pessoas idosas.

Causas da cardiomiopatia

Na maioria das vezes, os sintomas de cardiomiopatia são desconhecidos. Porém, em alguns casos, é possível identificar a doença através de causas como:

  • Problemas nas válvulas cardíacas;
  • Danos nos tecidos do coração;
  • Aumento na frequência cardíaca;
  • Deficiência nutricional de vitaminas;
  • Obesidade, diabetes e distúrbios na tireoide;
  • Ingestão de bebidas alcoólicas;
  • Infecções virais.

Veja também: Condições genéticas (cardiopatia congênita).

Diagnóstico da cardiomiopatia

Os sintomas da doença são semelhantes aos de uma insuficiência cardíaca congestiva. Quando em seu estágio inicial, pode não apresentar sintomas concretos, porém, conforme o problema avança, os sinais vão surgindo.

Entre os sintomas estão:

  • Falta de ar durante algum esforço físico ou até mesmo, em repouso;
  • Inchaço nas pernas, tornozelos e nos pés;
  • Tosse;
  • Tontura e desmaio;
  • Fadiga;
  • Arritmia.

Tratamento da cardiomiopatia

O tratamento da cardiomiopatia dependerá muito das causas da doença e de sua gravidade. Geralmente, ela pode ser controlada por meio de medicamentos que aliviam os sintomas, tais como:

  • Inibidores da enzima de conversão da angiotensina (ECA), que bloqueiam os efeitos dos hormônios que afetam a pressão arterial, e ajudam na redução da carga de trabalho do coração;
  • Betabloqueadores, que atuam diretamente no sistema nervoso de maneira que a frequência cardíaca e a pressão arterial sejam reduzidas.
  • Pílulas diuréticas, para remoção do excesso de fluídos do corpo;
  • Digoxina, que ajuda o coração a bombear o sangue com eficiência e regular o ritmo cardíaco.

A cirurgia é necessária somente em casos onde acontece o engrossamento excessivo dos músculos do coração. O transplante também só será preciso em casos muito severos, em que o coração já não bombeia sangue, ou seja, não há o funcionamento.

Prevenção da cardiomiopatia

Por não apresentar causas específicas, em muitos casos não é possível prevenir a cardiomiopatia. Porém, existem fatores que, quando evitados, podem ajudar a reduzir o risco de ter a doença, como por exemplo, a diminuição de bebidas alcoólicas e substâncias tóxicas. Além disso, é importante manter uma dieta balanceada, controlar a pressão arterial e realizar exercícios físicos regulares.

 

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Dr. Augusto Scalabrini – CRM 31.732

Médico cardiologista formado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, e coordenador do Laboratório de Habilidades e Simulação da Faculdade Ciências Médicas de Minas Gerais.

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