As doenças cardiovasculares e a obesidade

 As doenças cardiovasculares e a obesidade

Muitas pessoas não associam, mas existe uma relação muito próxima entre as doenças cardiovasculares e a obesidade. De acordo com o Ministério da Saúde, o excesso de peso é um dos fatores mais graves e que mais contribuem com problemas cardíacos.

Em geral, a obesidade é causada pela má alimentação, que junto ao modo de vida sedentário, prejudica muito a saúde do individuo. Outros fatores como os psicológicos, neurológicos, metabólicos, genéticos e até socioeconômicos, também podem desencadear a doença.

Os médicos calculam o peso ideal do paciente de acordo com o índice de massa corpórea (IMC) = Peso/altura ao quadrado. Se ele excede 30% do número considerado normal entre o peso e a altura, tudo indica que a pressão será mais alta, e que existem alterações no colesterol.

A seguir, explicaremos um pouco mais sobre este assunto, e o que pode ser feito para prevenir esses problemas.

Como nascem os problemas cardíacos em obesos?

Quando o indivíduo mantém apenas uma alimentação rica em gordura saturada (encontrada em produtos de origem animal, e alimentos de origem vegetal, como o coco e o cacau) ocorre um aumento da taxa de colesterol no sangue, que provoca o acúmulo das placas de gordura nas artérias.

Esse acúmulo de gordura é o que torna as artérias endurecidas e estreitas, dificultando o fornecimento de sangue para os outros órgãos do corpo, causando doenças cardiovasculares como a arteriosclerose, uma das mais comuns.

Consequências da obesidade: principais doenças cardíacas

Conforme a gordura vai se acumulando, os riscos de desenvolver as doenças cardíacas vão aumentando cada vez mais, de modo gradativo. Entre as doenças relacionadas à obesidade, as principais são:

Hipertensão arterial

Muitas das pessoas que sofrem com este problema estão acima do peso, pois a obesidade contribui muito para o aumento da pressão arterial e do volume sanguíneo.

Infarto agudo do miocárdio

O infarto é mais uma das consequências que a obesidade pode trazer. Ocorre quando a passagem do fluxo de sangue até o miocárdio é bloqueada por tempo prolongado.

Insuficiência cardíaca

Neste caso, a situação é mais grave, pois o coração para de bombear o sangue que seria suficiente para atender todas as necessidades do corpo humano.

Doença arterial periférica

Algumas partes do corpo, que dependem das artérias para fornecer sangue e oxigênio para os tecidos, são prejudicadas devido ao endurecimento das artérias, que causam problemas na circulação.

Doença arterial das carótidas

Essas artérias são encontradas no pescoço, e são as responsáveis por fornecer sangue para o cérebro. Quando a placa de gordura se acumula em suas paredes, elas são completamente comprometidas.

A prevenção

O primeiro passo é consultar o nutricionista, para que ele indique a melhor dieta. Com um controle nutricional adequado, e uma alimentação saudável, livre de gorduras saturadas e carboidratos, é possível reduzir até 58% do risco de doenças cardiovasculares.

Além do acompanhamento nutricional, é necessário também que o paciente seja acompanhado por um psicólogo, e se possível, receba o apoio familiar, pois não é tão fácil mudar os hábitos tradicionais de vida.

O médico cardiologista também precisa ser consultado periodicamente, para garantir a prevenção dos problemas cardíacos. A prática de exercícios físicos diários também é fundamental, pois pode auxiliar na perda de peso juntamente com a dieta balanceada.

Vale lembrar que, as “dietas milagrosas”, que prometem emagrecimento rápido, como aquelas anunciadas em revistas, tv e internet, não são recomendadas. Assim como os medicamentos que teoricamente reduzem o peso, mas acabam sendo prejudiciais à saúde.

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