Morte súbita: o que é, causas e prevenção 

Morte súbita: o que é, causas e prevenção

O que é morte súbita?

A definição até hoje da OMS é que a morte súbita é aquela que ocorre nas primeiras 24 horas de um sintoma. Se o indivíduo passa a ter um sintoma e em 24 horas morre, é um indivíduo que teve morte súbita. Veja que pode não ser tão súbita assim, dentro das primeiras 24 horas ainda é morte súbita.

Morte súbita sempre é uma coisa chocante. Nós tivemos um exemplo na semana passada do modelo que teve uma morte súbita na passarela e o vídeo foi amplamente divulgado.

Nós vemos o quanto choca uma morte súbita, diferente de uma morte esperada de alguém que já está doente e em fase terminal, onde a chance de aceitação é muito maior.

A morte súbita existe e é cada vez mais frequente no nosso meio. Com o aumento das doenças cardiovasculares cada vez nós temos mais morte súbita. Portanto, é importante que a gente conheça um pouco mais sobre ela e saiba como evitar.

Veja também: Mitos e verdade sobre doenças cardiovasculares.

 

Causas

1 – Infarto do miocárdio

Dentre os fatores cardíacos, talvez o maior seja o infarto do miocárdio. Cada vez que você interrompe a circulação de uma artéria coronária, pode levar às arritmias e uma lesão muscular que fazem o seu coração parar, isso é morte súbita.

 

2 – Arritmias cardíacas

Nós temos as arritmias cardíacas chamadas de malignas, são a minorias, mas existem arritmias que levam à morte súbita e precisam ser tratadas de forma muito intensa.

Veja também: Arritmia cardíaca e atividades físicas: os principais cuidados.

 

3 – Cardiopatias

A terceira, do ponto de vista cardiológico, são as cardiopatias, doenças cardíacas genéticas. Existem doenças cardíacas hereditárias e genéticas transmitidas familiarmente que levam à morte súbita em pacientes jovens. Essas são talvez as que mais nos levam a ter cuidado extensivos.

 

Prevenção

Para você prevenir o infarto e a maioria das arritmias, é um pouco mais fácil vamos dizer assim, porque se você leva uma vida saudável, se você se alimenta adequadamente, não fuma, não usa álcool, usa cafeína em quantidade moderada, enfim, se você leva uma vida saudável, você está fazendo a prevenção de infarto, portanto, de morte súbita.

Se você faz um acompanhamento cardiológico periódico com o seu médico, faz um check-up anual, você está prevenindo morte súbita.

É muito importante que a gente lembre que antes de começar o exercício físico você tem que consultar o seu cardiologista para que ele determine o risco daquele exercício.

Então, não é infrequente a gente ir ao Parque Ibirapuera ou qualquer outro parque e de repente, alguém resolveu correr sem nunca ter feito isso, sem ter nenhum tipo de acompanhamento cardiológico, corre e cai morto.

É sinal de que fazer exercício físico é perigoso? Não! É sinal de que fazer exercícios sem uma boa orientação e bom acompanhamento é perigoso sim.

Então, agora estamos falando que o estilo de vida saudável, acompanhamento cardiológico e finalmente a grande forma de prevenção de morte súbita é a investigação familiar.

Cada vez que um paciente tem uma morte súbita que seja por esses problemas genéticos que eu falei, a família toda tem que ser investigada, a família para cima e a família para baixo.

Tem que ser pai, mãe, tios, primos, filhos, todos esses precisam ser investigados, porque nós podemos detectar essas doenças genéticas ainda em uma forma latente, sem manifestação clínica e a partir daí, podemos tratar ou aconselhar essas pessoas contra o seu problema de saúde.

 

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Dr. Augusto Scalabrini – CRM 31.732

Médico cardiologista formado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, e coordenador do Laboratório de Habilidades e Simulação da Faculdade Ciências Médicas de Minas Gerais.

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Hoje nós vamos falar sobre o diagnóstico, os sintomas e tratamento das arritmias cardíacas.

Já fiz outro vídeo sobre Arritmia Cardíaca, explicando o que é. Clique aqui para assistir.

Meu nome é Augusto Scalabrini Neto e eu sou o cardiologista do hospital Sírio Libanês.

Como nós tínhamos dito no vídeo anterior, as arritmias cardíacas são perturbações do ritmo do coração, que passa a bater desordenadamente ,fora do ritmo. Passando a bater muito rapidamente ou batendo muito lentamente, de forma inadequada.

Isso acaba levando a sintomas e os sintomas são bastante inespecíficos. Então a grande maioria dos sintomas de quando o coração se acelera, ou bate fora do ritmo são percebidos como palpitações.

O que são palpitações?

Palpitação é quando você sente o batimento cardíaco. Na verdade você tem um coração, mas você não precisa saber que existe. Então você não sente o seu coração batendo.

Quando você começa a sentir que o coração vai sair pela boca, ou quando você começa a sentir que o seu coração está “dando uns trancos”, isso pode ser sintoma de uma arritmia cardíaca.

E aí vale a pena você procurar o seu cardiologista, para que ele possa investigar e, eventualmente, se for necessário tratar.

Ao contrário, quando o coração bate muito devagar, os sintomas que você pode ter são muito mais relacionados à falta de oxigenação nos tecidos, especialmente no cérebro.

Então muitas vezes as pessoas cujo coração bate de uma forma inadequadamente lenta, sentem cansaço excessivo, sentem limitação aos esforços e às vezes sentem tonturas e até desmaios. Esses desmaios chamados síncopes são sintomas muito importantes como manifestação de arritmia, normalmente uma arritmia (bradiarritmia), onde o coração bate mais lento e que tem uma repercussão importante.

Então precisamos ficar atentos, cada vez que uma pessoa começa a ter tonturas, à vista escurece, quase desmaia, sua frio e fica pálido ou até que desmaia, é importante que se investigue esse sintoma, porque isso pode ser a manifestação de uma arritmia importante, que está prejudicando o fluxo de sangue para os tecidos, o chamado débito cardíaco, que é o volume que o coração ejeta para os vasos a cada vez que ele se contrai.

Como é que se trata as arritmias cardíacas?

Depende da arritmia cardíaca. Muita arritmias cardíacas não demandam tratamento. Nós nunca podemos esquecer que uma droga, uma medicação, sempre é uma “faca de dois gumes”. A medicação faz bem para uma coisa e mal para outra. Então desde que não haja sintomas importantes, desde que não haja risco, nós tentamos não tratar.

Quando existir sintoma e existir riscos, para as arritmias rápidas, para as taquiarritmias, nós tratamos com medicação, ou então quando a medicação não funciona, com uma técnica chamada ablação. A ablação consiste em conduzir um cateter até o coração, localizar onde a arritmia se origina e cauterizar o local.

Quando as arritmias são as bradiarritmias, ou seja onde o coração bate devagar, o melhor tratamento ainda hoje é o marca-passo. Um aparelho que se coloca no tórax, levando estímulos elétricos no coração, fazendo com que o coração bata na frequência cardíaca adequada.

Mas lembrando que na maioria das vezes, ou muitas das vezes, não é necessário tratamento para arritmia cardíaca.

Previna-se.

 

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Dr. Augusto Scalabrini – CRM 31.732

Médico cardiologista formado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, e coordenador do Laboratório de Habilidades e Simulação da Faculdade Ciências Médicas de Minas Gerais.

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